Rebu Vocacional no Centro Social e Colégio Marista Santa Mônica

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Rebu vocacional ocorreu no dia 15 de Agosto de 2015 no Centro Social e Colégio Marista Santa Mônica, em Ponta Grossa, e teve como objetivo celebrar o mês vocacional, promover a convivência social entre diversos grupos e realidades na igreja, e também contribuir no processo de discernimento vocacional. O nome REBU vem de “rebuliço“, no sentido de mexer, movimentar, sacudir a juventude para um assunto que às vezes parece “piegas”, a vocação.

Estiveram presentes cerca de cem jovens, dentre estes, catequizandos, grupos de jovens das Paróquias Medianeira, Pilar, Rosário, Capela Santa Terezinha (Carambeí), jovens de outras igrejas Cristãs, participantes dos projetos realizados pelo Programa Vida Feliz, PJM Santa Mônica e Pio XII, além de representantes das Congregações Religiosas: Irmãos Maristas, Irmãs Servas da Anunciação, Irmãs da Copiosa Redenção, Comunidade Shalom, seminaristas e Padres Diocesanos e leigos colaboradores maristas de Curitiba (Setor de animação vocacional) e Cascavel. O Rebu Vocacional é promovido pelo Programa Vida Feliz, e contou com o apoio da Pastoral Juvenil Marista e demais colaboradores da unidade e também da equipe do Programa Vida Feliz de Cascavel.

O evento iniciou pela manhã com a acolhida dos participantes, abertura, animação, oficinas nas diversas modalidades: “Expressão Corporal”, “Artes Cênicas”, “Espiritualidade” e “Vocação e missão”. Após as oficinas, ainda no período da manhã, aconteceu o Fórum “Juventude e Sociedade”, onde os convidados, nas suas diversas realidades de ação puderam discorrer do papel da juventude nos vários contextos sociais. O momento foi aberto para perguntas, questionamentos e diálogo a respeito das motivações tratadas relacionado ao tema “Juventude e Sociedade”, que se fez pertinente frente às perspectivas diante do contexto da sociedade atual, pois,

A inserção dos jovens e das jovens em nossa sociedade é, pois, marcada pela marginalização, pelos preconceitos, pelo racismo e tantas outras formas de exclusão. A entrada no mercado de trabalho é caracterizada pela competitividade, pelas discriminações e pela falta de emprego. Já o acesso ao mundo da política é seriamente ameaçado pelo perigo de manipulação e pela desilusão, devido à prática da política clientelista e cartorial (OLIVEIRA, P.109, 2003).

 

Nesse sentido, além das questões abordadas no fórum, foi proposto também, já na parte da tarde, um momento de bate-papo vocacional, que foi chamado de “Vocação da hora“, onde foram convidadas pessoas das diversas realidades vocacionais: dois jovens, trazendo a realidade de missão na igreja e a questão do namoro; um leigo, retratando a caminhada de descoberta e serviço vocacional como colaborador de uma instituição voltada à igreja; um casal, abordando a importância da escolha consciente e responsável no compromisso da vocação matrimonial, a reciprocidade de um para com o outro e o serviço prestado à Igreja, como resposta ao chamado que vem de Deus; e para representar a vocação consagrada, um padre e uma religiosa, trazendo suas experiências de vida frente aos desafios atuais com relação ao celibato, votos de pobreza e doação aos outros. Traçando um paralelo, percebe-se que discutir sobre vocação também se faz importante, pois, de acordo com Oliveira (2003, p.112)

os jovens e as jovens de hoje são capazes de responder ao chamado de Deus; de abraçar vocações específicas como a vida consagrada e o ministério ordenado. Eles não são por nada inferiores aos jovens do passado. É certo que os problemas de hoje são bem mais complicados. Mas a generosidade dos jovens não se acabou.

 

Simultâneo ao bate-papo vocacional ocorreram apresentações artísticas, sendo elas: teatro, capoeira, música, sempre em consonância com o aspecto vocacional.
A finalização do evento se deu com a canção “Alma missionária” cantada por todos num belo coro de vozes celebrando com grande fervor e alegria o dom da vida, nossa primeira resposta ao chamado de Deus, e o mês vocacional.
Neste sentido, o Rebu Vocacional vem de encontro ao apelo do Papa Francisco: “Ide sem medo para servir”, despertando no jovem a importância de responder ao chamado de Deus em suas diferentes formas, contextos e possibilidades, percebendo que a vocação deixa de ser uma obrigação, status ou imposição da sociedade moderna, para ser sim uma opção de vida e de seguimento ao chamado de Deus no mundo.

REFERÊNCIA

OLIVEIRA, José Lisboa Moreira de. Evangelho da Vocação: dimensão vocacional da evangelização. São Paulo: Loyola, 2003. 164 p.

Por: Loraine Lopes e Josias Fritz.
Educadores do Programa Vida Feliz do Grupo Marista.

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